O Mesmo Amor, a Mesma Chuva

omesmoamoramesmachuvaEl Mismo Amor, La Misma Lluvia (1999 – ARG) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Um ponto interessante da vida cinéfila é visitar trabalhos anteriores de cineastas que, de alguma forma, chamaram atenção. Juan José Campanella é um desses casos, se O Filho da Noiva o consagrou, e O Segredo dos Seus Olhos reafirmou seu talento com dramalhões eficientes e emocionantes, sempre tendo como pano de fundo momentos históricos argentinos emblemáticos, este filme foi o degrau anterior na escada de sua fama.

Campanella já colecionava outros longas e trabalhados prestigiados na tv, até contar essa história que percorre duas décadas da vida de Jorge (Ricardo Darín) e Laura (Soledad Villamil). Anos 80 e 90 argentinos, crises financeiras, golpes militares, Guerra das Malvinas, o governo Menem. Pela redação de uma revista se passam as mutações políticas, Campanella tenta tratar do drama (romântico e açucarado, ao seu jeito), euquanto resgata uma espécie de verdade Argentina que precisa ser divida co o mundo.

Seus personagens riem e choram, amam e odeiam, se entusiasmam por causas ou aagem de acordo com seus escrúpulos. O resultado é bastante irregular, realmente torto, Campanella não consegue costurar esse emaranhado de temas complexos. Sua visão de amor romântico é ingênua e doce, em contrapartida as críticas políticas parecem quase entusiasmadas. Nesse desequilíbrio de caráteres e confortos financeiros, Campanella tenta decifrar a vida e as imperfeições humanas que geram reações capazes de aproximar ou afastar, sejam amigos, sejam amores.

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