amarbeberecantarAimer, Boire et Chanter (2014 – FRA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Os últimos dias de Alain Resnais já tinham na morte um de seus cernes. E, foi poucas semanas após esse presente que o cineasta francês nos deixou. Jamais deixou de lado sua inventidade, a capacidade de adaptar outros tipos de arte ao cinema (em especial o teatro), sempre com o charme sedutor de seu cinema complexo e simples (em alguns aspectos).

Lembra muito a estética de Smoking/No Smoking (os cenários que se repetem e fazem alusão ao palco de teatro, a simplicidade artificial do ambiente, os tipos de diálogo dos personagens), mas sem as vindas da história. Trata-se de três casais, ligados por George (citado em todos os segmentos, nunca aparecerá em cena) que sofre de uma doença terminal. Os amigos decidem ensaiar o peça e o convidá-lo a participar. Desse mote surgem saborosos desencontros amorosos, confidencias íntimas, disputas pelo mesmo homem. Alegria, decepções, e Resnais utilizando outra peça de teatro de Alan Ayckbourn para divagar sobre a vida.

A falsa ingenuidade nos diálogos, a doçura com que emoções (e confusões) são expostas, Resnais segue encantando sua plateia com o tempero e a jovialidade de sempre, genial como outrora mostrando como se faz uma comédia, com sofisticação e bom gosto. Um típico Resnais para coroar uma carreira irretocável de um dos grandes.

comentários
  1. […] Amar, Beber e Cantar, de Alain Resnais […]

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