morrerdeamorL’amour à mort (1984 – FRA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Um emaranhado entre amor, morte e religião. Talvez um dos mais pragmáticos filmes de Alain Resnais, carregado do amor romântico. Por outro lado, outra exposição corajosa de sua visão, ou apenas meros questionamentos de quem também procura respostas, mesmo que saiba que elas não existem. Resnais faz seu protagonista (Pierre Arditi) morrer, e ressuscitar. Decide aproveitar a oportunidade e mudar os rumos de sua vida, as pessoas com quem se relacionar, dar ainda mais foco em a sua namorada (Sabine Azéma).

Estão jogadas as cartas à mesa que permitem a Resnais discutir o amor romântico, o morrer de amor. Com o casal de amigos religiosos (Fanny Ardant e André Dussollier) vem a oportunidade de envolver a religião, as crenças. Por exemplo, Resnais resgata uma questão interessante, a tradução incompleta de “amor”, para o latim, dos termos do grego antigo Eros (amor possessivo) e Ágape (amor desinteressado).

Os nomes com conotação religiosa não está ali por acaso. Um personagem, apenas citado, comete suicídio, outra oportunidade de trazer o assunto à tona, e o discutir sob os aspectos da morte e religião. É Resnais talhando seu filme para abordar seus questionamentos, e, com interpretações bastante densas, e clima por vezes carregados, ainda assim imprimir seu estilo de promover a reflexão, dessa vez com um conjunto de observações antagônicas.

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