O Espírito da Colmeia

oespiritodacolmeiaEl Espiritu de la Colmena (1973 – ESP) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Victor Erice seduz com o encontro da narrativa lírica e aforça do tema político discreto. Duas crianças incomodadas com o filme Frankestein, a inocência que dá de frente com um soldado ferido, logo após o fim da Guerra Civil Espanhola e o início da ditadura de Franco. A metáfora da Espanha como colmeia, fechada, todos trabalhando calados como operários padrão.

O frequentar das aulas das crianças, a todo momento Erice prefere suavizar seus temas, traz a atmosfera do terror para os dias daquelas duas irmãs. Assustadas, brincalhonas, Ana (Ana Torrent) carrega um dos olhares mais doces e profundos da história do cinema, solidária e curiosa. Erice me faz lembrar de Bergman, mais precisamente Gritos e Sussurros. A grande casa, as crianças, esse clima pacato e meio assustador.

Porém, Erice envereda por outros caminhos, traduz suas cenas de maneiras simples, uma beleza genuína. A mãe que  se debruça em cartas apaixonados, o pai que representa o espanhol médio dos anos do governo franquista, e as crianças que crescem naquela nova configuração política, sem saber de tudo que acontece lá fora, e Erice apenas lembra, usa das metáforas, e ainda resgata o amor ao cinema nas sessões itinerantes que atraem a doçura angélical dos olhares infantis.

 

 

 

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