Força Maior

forcamaiorForce Majeure (2014 – SUE) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Um dos filmes mais comentados da temporada. Casal com dois filhos de férias numa estação de esqui, uma pequena avalanche causa alvoroço. O fato desencadeia percepções, reflexões. O diretor Ruben Öustlund abandona o mundo jovem irresponsável de Involuntário para abordar irresponsabilidades dos adultos. O casamento parece desmoronar naquelas férias, as máscaras das “aparências” caem porque o fato desencadeador retorna à tona, a todo instante, como um prego martelando incessantemente.

Öustlund filma as discussões, meio sem jeito, corta as discussões no meio, de forma estranha, quebra o clima resolvendo facilmente os conflitos (ou adiando). Há um ar do cinismo de alguns filmes de Lars von Trier, porém o sueco não tem o dom manipulador do dinamarquês. Precisa expor ao ridículo em alguns momentos, o choque gratuito quando o poder maior está na oratória, nas discussões incansáveis de Tomas (Johannes Kuhnke) e Ebba (Lisa Loven Kongsli), na insatisfação conflitante. E quando todas as cartas estão expostas à mesa, as feridas sangram de forma pulsante, eis que Öustlund resolve sua história com um epílogo, descabido, desnecessário, que comprova o quanto o diretor já estava desperdiçando em sua construção das tensões matrimoniais.

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2 comentários sobre “Força Maior

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