A Gangue

aganguePlemya / The Tribe (2014 – UCR) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Há filmes que impressionam por algo peculiar, é o caso do vencedor da Semana da Crítica em Cannes. Não há uma única fala, toda a comunicação é feita por linguagem dos sinais. O diretor Myroslav Slaboshpytskiy utiliza apenas planos-sequencias, dessa forma ele cria cenas longas, muita câmera na mão, a necessidade de aproveitar o deslocamento de corpos e o dinamismo que isso proporciona. Por outro lado, criar cenas em que seja possível compreender apenas pelas ações, pela comunicação entre os personagens.

Esse formato dura alguns minutos, impressiona pela possibilidade de se fazer entender. Mas, em pouco tempo podemos lembrar de outros filmes silenciosos, que mesmo sem a linguagem dos sinais, se fazem entender, apenas pela força das ações dos personagens. Slaboshpytskiy cria um retrato desolador de uma escola especial de surdos-mudos, a gangue de alunos que abusa da violência, que aproveita-se da prostituição, que vive da contravenção.

Na fase final o filme descamba para a violência, de forma desenfreada, chocante. São jovens, carentes, solitários, que usam do marginal o estilo de vida, e acabam engolidos pela efervesncencia de seus sentimentos, por erros cometidos, e Slaboshpytskiy elabora situações limite capazes de obter algunas cenas chocantes.

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Um comentário sobre “A Gangue

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