Um Pombo Pousou Num Galho Refletindo Sobre a Existência

umpombopousounumgalhoEn Duva Satt På En Gren Och Funderade På Tillvaron (2014 – SUE) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Maquiagem pálida, pequenas esquetes onde impera o nonsense, o humor negro, a acidez das relações humanas. O diretor Roy Andersson fecha sua trilogia sobre a condição humana repetindo seu estilo. São planos fixos, abertos de forma a compreender todo o ambiente. Dois personagens lideram o fio-condutor, mas há outros que nem se conectam a eles, mas juntos traçam essa visão de uma humanidade sórdida, consumista, perdida entre os próprios demônios que o capitalismo construiu.

O público é a metáfora do pombo, Andersson nos permite olhar a todos esses pequenos absurdos e refletir sentados na cadeira do cinema, como num galho. Relações amorosas, profissionais, abusos, desconexão, tudo temperado por uma narrativa onde o “sem graça” é a tônica. Andersson recorre a muitas conexões ao lirismo, lhe falta subir degraus dentro do que ele propora em filmes anteriores, a repetição não traz grandes avanços. Fica seu recado cheio de ironias de um pessimista cujos personagens todos pararam num tempo de modo a permitir que o cineasta extrapole suas exposições.

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