O Samurai

osamuraiLe Samouraï (1967 – FRA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

O encontro do noir com o cinema francês dos anos 60. Jean-Pierre Melville imprime novo ritmo, oferece nova configuração ao trazer o mundo do filme de ação às influências da Nouvelle Vague. Cortes herméticos, planos arquitetados minuciosamente, a narrativa representa seu próprio protagonista. Uma associação harmônica, capaz de reinventar ritmo, mas também impactar pelo estilo (roupas, objetos, as poucas palavras).

Um assassino de aluguel misterioso, silencioso, com doses de charme e pragmatismo meticuloso. Este é Jef Costello (Alain Delon), praticamente infalível. Algum detalhe não sae como planejado, ele se torna um dos principais supeitos. Investigações, sequencias de perseguição no metrô, Melville é capaz de ser eletrizante sob uma calma inquietante. Acima de tudo está a forma, a maneira como Melville e Delon imprimem ao personagem um heroísmo vilão, essa capacidade do charme marginal, o silencio que não faz o filme perder ritmo. E da ofegante sensação que fica no público, com o cerco fechando, e nossa profissional no canto do ringue.

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