Timbuktu

timbuktuTimbuktu (2014 – MAU/FRA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Nos filmes anteriores de Abderrahmane Sissako, a narrativa era sempre dividida em um painel de personagens interagindo com regiões africanas. Esse formato persiste na primeira metade, um pequeno painel das influências da ocupação de um grupo de rebeldes islâmicos em Timbuktu. É fácil perceber que será um filme sobre as mazelas africanas, sobre dor. Com financiamento francês, portanto mais dinheiro, são nítidas as novas possibilidades de Sissako, como, por exemplo, os planos abertos, aproveitando a paisagem árida, pequenos lagos, ou a arquitetura típica.

Nesse grupo de pequenas histórias que, aparentemente, se formam livremente, prevalece a do homem dono de um pequeno rebanho de gado. A esposa cobiçada pelos invasores, a confusão com um pescador que mata um de seus bezerros, o homem vai a julgamento do grupo que agora comanda militarmente a região. Sissako tenta expressar a nova ordem sob a regida dos invasores, maior impacto é a genuína vida tão distante das metrópoles. O filme não consegue diferenciar a vida do antes e depois, além de partir fortemente para a concentração de tragédias nos mesmos personagens. Poderia ficar com as pequenas histórias, com os dramas individuais, mas não, a necessidade de intensificar o clímax diminui a potência da agressividade distribuída.

Anúncios

2 comentários sobre “Timbuktu

  1. Pingback: Oscar e as Premiações de Cinema |

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s