Birdman ou a inesperada virtude da ignorância

birdmanBirdman: or (The Unexpected Virtue of Ignorance) (2014 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Exagero, extravagância, eloquência. Não faltam adjetivos capazes de rotular o novo filme de Alejandro González Iñarritu. O cineasta mexicano, que explorou o recurso das histórias que se entrecruzam até esgotar a paciência do público, vem agora, com o ego nas alturas, discutir a inesperada virtude da ignorância. O ator (Michael Keaton) que tenta na Broadway a redenção após o estigmar de ser o herói dos cinema (Birdman) é prato cheio para Iñarritu preencher com histerismo os bastidores de uma peça prestes a estrear.

O ego de Iñarritu começa pelo falso único plano-sequencia, a qual o filme ser apresenta. Personagens berrando o tempo todo, os nervos à flor da pele, é tudo capturado pelo exagero de discursos agressivos, e pela petulância de quem tenta resumir os males do mundo em meia-dúzia de personagens caricatos. É o cinema da demasia, da loucura calculada na pretensão de um estudo psicológico humano, que não vai além da arrogância da sátira do absurdo.

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2 comentários sobre “Birdman ou a inesperada virtude da ignorância

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