Algo a Romper

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Nånting måste gå sönder / Something Must Break (2014 – SUE) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Andrógino se apaixona por bad boy. Simples assim? A vida nunca é simples assim. Em poucas cenas fica clara a angústia de libertação de Sebastian (Saga Becker), a necessidade transexual, e os esforços para manter “a linha” em ambientes de trabalho. Por meio de detalhes, da simplicidade da câmera, da proximidade de Sebastian, é que a cineasta Ester Martin Bergsmark capta essa urgência de finalmente assumir riscos, assumir quem é.

Surge Andreas (Iggy Malmborg), jaqueta de couro, estilo. Uma noite, bate-papo, atração de um lado, do outro, não fica muito claro, talvez uma conexão apenas. Quando o filme parte para um relacionamento entre eles, envolvendo dramas, a dúvida da homossexualidade, e outras questões, este lado mais sensível perde o foco central. É uma pena, por mais que o filme consiga estabelecer-se numa postura distante de pré-conceitos, tornando-se o drama de duas pessoas, que se gostam, que tem seus problemas privados e em casal. Premiado no penúltimo Festival de Rotterdam, prima pela sensibilidade, por trabalhar os corpos (afinal, um personagem transexual tem no corpo um dilema) e principalmente por esse distanciamento de questões tabus.

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