A Paixão de Joana d’Arc

apaixaodejaoanadarcLa Passion de Jeanne d’Arc (1928 – FRA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela

É impressionante a força narrativa com que Carl Theodor Dreyer resgata a heroína francesa. O filme é praticamente a reconstituição (baseada nos relatos guardados pela corte francesa) do julgamento de Joana d’Arc (Maria Faconetti). A câmera fixa, plano fechado na atriz, que chora, se desespera, fica desconsolada por não acreditarem em sua versão da história, nos sinais e falas de Deus. No contraplano os que julgam, inquisidores, ofensivos. O silencio do cinema mudo, a força da atuações, exageradas, poderosas.

A atuação de Maria Faconetti foi considerada a melhor de todos os tempos por Pauline Kael, talvez a crítica americana tivesse razão dessa vez. Dreyer, de forma seca, simples e angustiante, oferece a Faconetti as ferramentas para essa atuação desesparada, os olhares perdidos, a proximidade à sentença de morte, o peso da verdade e coação de mentir para se safar. A intensidade com que Dreyer castiga a atriz, praticamente resumindo seu filme ao seu rosto, é o que torna o julgamento cortante de tão penoso.

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2 comentários sobre “A Paixão de Joana d’Arc

  1. No primeiro dia de aula da facu, o professor de história do cinema passou este – e eu lembrei por que eu queria tanto fazer esse curso… Um filme imprescindível, deveras. 🙂

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