Hacker

hackerBlackhat (2015 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

O insucesso de seu lançamento nos EUA jogou o filme diretor para home vídeo no Brasil, mesmo tendo Chris Hemsworth encabeçando o elenco. Soa muito como uma variação de Miami Vice, desde o romance do protagonista com uma oriental (aqui Tang Wei), e mais principalmente nas obsessões mais latentes de Michael Mann. Troca-se a quadrilha de tráfico de drogas por hackers, as metralhadoras dividem espaço com vírus e notebooks.

Mann não é adepto de roteiros elaborados, seus thrillers são carregados de emoção pela atmosfera, ou pela própria angustia dos personagens. Aqui, não é diferente, a estrutura simplificada (hacker caçando as pistas de onde está outro hacker) está disfarçada pela caçada global, os policiais e as discussões sobre jurisdicação mundial. Se o roteiro é essa formalidade no cinema de Mann, e sua forma de filmar é o vislumbre de seus adeptos, Hacker me parece menos inspirado. A proximidade com Miami Vice, as peripécias exageradas de um hacker (esse nerd brutamontes metralhando inimigos), nem são a problemática.

A tentativa de mergulhar no mundo dos bytes, sinais luminosos invadindo os mainframes, ainda não se acertou nos filmes de crimes cibernéticos. Mann fica no meio-fio, nem tão técnico (nos assuntos da informática), e nem tão explícito na solidão que afronta seus personagens. Ainda filma cenas de tiroteiros, como poucos, mas Blackhat parece um filme mais bruto na ação, claro no romance, mais próximo de um trabalho típico do gênero.

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