A Noite

anoiteLa Notte (1961 – ITA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

À tarde, a visita a um amigo hospitalizado. Pequenos sinais do desgaste matrimonial, os 10 anos de vida juntos pesam numa relação quase resumida apenas como convívio. Na segunda parte da Trilogia da Incomunicabilidade, o clássico de Michelangelo Antonioni parte de uma premissa simples, um dia na vida dessa casal, dia este encerrado com uma festa, numa mansão, na alta sociedade de Milão.

No mesmo ano, Alain Resnais lançava O Ano Passado em Marienbad, em escalas diferentes, porém ambos se apresentam numa desdramatização narrativa Anotinioni é mais retilíneo na história, carregam sempre o drama para a impossibilidade de comunicação calcada nas cicatrizes diárias de um relacionamento, é mais duro e menos poético que Resnais.

O escritor (Marcello Mastroianni) de sucesso, e a esposa (Jeanne Moureau) encontra na mansão o resumo de suas decepções e necessidades de liberdade, até mesmo toques de vingança, muito mais trazidas pelos comportamentos dos parceiros. Eis que entra em cena a filha (Monica Vitti) do industrial, dono da mansão, jovem, arisca, geniosa. Ela representa a total libertação, a rebeldia pelo conforto financeiro familiar. Naturalmente nascem jogos comportamentais, a comunicação nebulosa, a decepção, o peso do matrimônio numa noite em que os limites são reconsiderados, e um relacionamento é colocado na tênue linha de sua salvação ou naufrágio.

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