Jimmy’s Hall

Jimmys-HallJimmy’s Hall (2014 – RU) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Lá vem o veterano Ken Loach com seus discursos políticos, voltados ao socialismo e à luta de classe. Seus filmes já foram melhores, a veemência de seu discurso já foi mais contundente, mas ele é um britânico incansável (e com cadeira cativa em Cannes). Seu novo trabalho resgata a história real de James Gralton (Barry Ward), que na Irlanda da década de 30 era o líder de um grupo que criou um salão onde ocorriam cursos, aulas de danças, bailes. O precursor dos centros culturais.

Obviamente é uma história de luta, protesto, e de um líder combalido pela burguesia. Loach filma a primeira meia-hora como Woody Allen, influenciado pelo jazz, pela leveza. A seguir são apenas questões políticas, discussões com a igreja, a demonstração provalvemente fiel daqueles anos em que a liberdade de expressão não era bem quista. Como cinema, é Loach chovendo no molhado, mantendo suas convicções, e jogando aquela partida ganha com seu público.

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