Obra

obraObra (2014) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O passado, que carrega a trama, vem desde a arquitetura do centro de São Paulo até as nebulosas relações familiares que o filme nega desenvolvimento. O preto e branco da fotografia capta o cimento e as luzes, enquanto dá nova vida às edificações paulistanas. Nesse tom sólido, de planos bonitos, mas que pecam pela falta de humildades, o diretor Gregório Graziosi desenvolve a história da crise de vida do arquiteto (Irandhir Santos), entre a gravidez da esposa e a obra no terreno da família.

As falam são quase vestígios, normalmente transformadas em monólogos sem resposta, o tom solene prefere esquivar-se do mais óbvio, o desenvolvimento das relações humanas, do passado estampado na ossada encontrada em meio aos alicerces da obra. Enquanto o filme bebe dessa eloquência por planos “perfeitos”, que algumas vezes pouco acrescentam ao todo, padece da baixa naturalidade e de trazer símbolos que não se materializam como fio condutor que se almejava (a hérnia hereditária, por exemplo).

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