Homem Irracional

homemirracionalIrrational Man (2015 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

A concepção da trama do professor de filosofia (Joaquin Phoenix) angustiado e alcoolatra, que causa fascínio imenso em sua aluna (Emma Stone) durante conversas pelo campus ensolarado ou à beira do mar, traz repetição da filmografia de Woody Allen, mas não é problema algum. A causa se complica quando, efetivamente, entra em operação a terceira adaptação de Allen de Crime e Castigo.

O didatismo dominante está presente em todas as falas, na narrativa em off, por todos os lados. Allen não deixa uma sombra sem explicação, de forma além de explícita. Chega ao irritante, algumas cenas até mesmo patéticas. Que há tempos que a vida não é um filme de Woody Allen, nós sabemos, mas tratar o público com tamanha incapacidade de compreender o que está acontecendo, sem se repetir, explicar tudo, já vai se tornando um desserviço ao cinema.

E não adianta florear com bonitos planos de por do sol, caminhadas por belor parques arborizados, e o jazz característico, a racionalidade humana e a discussão da moralidade requer argumentos mais elaborados do que simplificar, de maneira tão ingênua, a obra de Dostoiévsky.

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