Pouco de Nós

poucodenosMūsų nedaug / Few of Us (1996 – LIT) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Na montanha Sayan, numa das inóspitas regiões da Sibéria, chega um helicóptero. Uma jovem (Yekaterina Golubeva) desce no meio de uma tribo Tofalar. Filme sem diálogos, que dirá explicação do que aquela mulher veio fazer ali. O cineasta lituano Sharunas Bartas lança o público num mergulho imagético, pelas profundezas dessa civilização inimaginável, de apenas dezenas de pessoas. Majoritariamente solitários, de tristeza nos olhares, vivem do alcoolismo e do frio profundo.

O filme é constituído de um conjunto de imagens de plasticidade impecável, dentro dos tons de cores frias. Rostos, pessoas mortas, enquanto a trilha sonora maravilhosa capta essa viagem rumo a frase do escritor Ribnikov “We are but few, damn it, so few, but worst is that we are separated from one another.”, que serviu de inspiração a Bartas.

Critica ao governo soviético ou apenas um profundo estudo da humanidade longínqua? Bartas vai além dos questionamentos, com imagens ele permite a viagem pessoal em tudo aquilo pode representar. A degradação humana, a confecção de sociedade longe do que conhecemos, é de mistério e rigidez crua que seu cinema se potencializa num mundo desolador.

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Um comentário sobre “Pouco de Nós

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