Oh Boy

ohboyOh Boy / A Coffee in Berlin (2012 – ALE) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Ao amanhecer, saindo da cama da namorada, Niko (Tom Schilling) recusa outro café, e assim marca o fim da relação entre eles. O café recusado se torna uma sina que o persegue, em todos os lugares por onde passa, nesse longo dia. O diretor estreante Jan Ole Gerste mescla muito jazz divertido, fotografia em preto e branco, e muita câmera na mão focalizando a nuca do protagonista, como maneiras de imprimir leveza aos caos que vive Niko. São pequenos encontros importantes que, pouco-a-pouco, pontuam a completa inoperância de sua própria vida.

Pena que o filme perca o tom em seus próprios méritos. O conjunto de personagens que orbitam a vida de Niko (amigo, flerte, pai, desconhecido no bar), ao mesmo tempo em que conseguem resumir rapidamente a inscontacia amorosa/financeira/profissional do rapaz, ultrapassam o tom embalante da trilha sonora, para pequenas esquisitices ou leves tolices faceiras. A imaturidade de Ole Gerste garante bem o primeiro ato, e escorrega no segundo, em um daqueles filmes em que após a boa construção do personagem, não se sabe bem que rumos deixa-lo tomar (que, afinal, é a própria característica de Niko).

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