A Casa

acasaThe House (1997 – LIT) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Em plano geral, camera fixa, a frente de uma mansão enquanto uma espécie de carta é lida. Carregada de pesar, endereçada à mãe, lamenta a distância, a incomunicabilidade. A figura da mãe pode dar interpretação a nação, a recém-criada Lituânia, ou a recém-abonadana União Soviética. O texto dúbio é apenas o primeiro sinal do subjetivo latente. O plano a seguir é de dentro da casa, pombos vestidos como se fossem burgueses numa festa de carnaval. O protagonista desperta, de maneira pouco natural, e a imagem trafega por entre os cômodos, encontrando todo tipo de gente. Jovens, velhos, deformados, bonitos, em cantos escuros, sem falas.

Como num sonho onírico, o filme de Sharunas Bartas viaja pela fantasia, incita possíveis memórias. Orgias quase virginais, corpos que se movimentam livres pelos espaços, animais que invadem os espaços, e outro conjunto de planos independentes e fortes de forma impressionante, enquanto a casa serve como fio-condutor para essa atemporalidade que só o subsconsciente parece exprimir. O final volta ao plano geral, desta vez aos fundos da mansão invadida. Se o texto inicial parecia tão ligado emotivamente à figura materna, dessa vez a pátria mãe é nítida ecoada, por alguém em busca de sua identidade.

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