Liberdade

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Talvez o mais potente filme de Sharunas Bartas, até aqui, ganha maior relevância se conectado ao recente drama dos refugiados na Europa. Um navio abordada pela guarda costei, foge e é atacado por metralhadoras. Três náufragos sobreviventes, nem todos falam a mesma língua. Numa praia no Marrocos, isolados de tudo, sobrevivem entre diferenças e o quase silêncio.

Novamente, Bartas abusa dos longos planos que se aproveita da natureza, enquanto problematizam sobre a liberdade. Afinal, do que vale a liberdade no local inóspito como aquele? A dor evidenciada pelo silêncio, ou pelo trato ríspido que a diferença de idiomas intensifica. Os náufragos/refugiados até encontram uma aldeia, não que isso vá resolver seus problemas, Bartas apenas acrescenta a mesma intensidade do questionamento da liberdade, enquanto sua narrativa firme  nunca perde o sabor amargo daqueles rostos fatigados pela vida.

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