O Longo Adeus

olongoadeusDolgie Provody / The Long Farewell (1971 – UCR) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Impressionante como Kira Muratova extrai aqui uma das mais genuínas histórias de amor. Cheia de imperfeições, irregularidades no comportamento entre os dois, e a capacidade de relevar com a naturalidade que só o amor entre mãe e filho consegue compreender.

A mãe divorciada, o filho rebelde quer morar com o pai na Sibéria. Ela sofre, não quer se distanciar da cria, é natural, é um comportamento humano e compreensível. Assim como, é compreensível que o amor possa, pouco-a-pouco, reaceitar a ideia. Em seu segundo longa-metragem solo, Muratova filma com tanta beleza essa relação de altos e baixos, de idas e vindas. PPersonagens cheios de fragilidades, e simultaneamente capazes de comportamentos intempestivos.

Há um quê de Truffaut (especialmente Jules e Jim), e uma leveza dócil que Muratova carregaria em outros filmes (como em Conhecendo o Grande e Vasto Mundo),, enquanto experimentava em sua estrutura narrativa ousada (principalmente para a época, o governo considerou o filme subversivo e o baniu por longos anos). A mãe que busca um novo amor, mas abre mão de tudo em prol da felicidade do filho. O jovem, rebelde como a idade, posicionando sua personalidade enquanto vive essa eterna relação de amor e ódio com a mãe. Decepções, angustias, são temas tão comuns, e que nem sempre chegaram aos cinemas com essa beleza de quem conseguiu resumir sensivelmente os inquebráveis laços dessa relação.

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