O Movimento

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El Movimiento (2015 – ARG) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Não é um western, como não é Jauja (de Lisandro Alonso), mas flerta com os dois de maneira charmosa. Na Argentina de 1835, entre a anarquia e a peste, e pequenos grupos de homens que com violência lutam por sua forma de justiça ou moral. Neste cenário caótico, o cineasta Benjamin Naishtat estabelece (Pablo Cedrón) como o líder de um braço do Movimento que luta contra a anarquia. Eles pedem financiamento de pobres camponeses, em tempos de crise, de miséria. Igreja Católica, delírios políticos, a imposição da violência como forma de estabelecer alianças com o povo.

Naishtat vai estabelecendo seu espaço no cinema internacional, após seu primeiro filme (Bem Perto de Buenos Aires) ser selecionado para Berlim, desta vez foi Locarno que exibiui este novo trabalho. Filmado em preto e branco, destaca-se por essa proximidade com os costumes gaúchos, enquanto tece a loucura desse porta-voz maldito do Movimento. A proximidade da câmera no rosto dos personagens, com pequenos tremores típicos da câmera na mão, oferecem essa profundidade dos devaneios alucinados enquanto o discurso se impõe da hipocrisia política que permanece até hoje.

Se Naishtat passa longe de inovar, ou de alcançar a fantasia que o filme de Alonso se desenvolvia, o jovem argentino demonstra possibilidade de trafegar entre o contemporâneo (de seu primeiro filme) e o século XIX, traçando um paralelo obcesno entre as duas épocas, como narrativas irregularidades porém singulares.

 

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