Ponto de Fuga

pontodefugaVanishing Point (2015 – TAI) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Com fotos de recortes de jornal, de 1983, o diretor Jakrawal Nilthamrong resgata a tragédia de sua família. São imagens do acidente de carro onde morreram seus pais. O drama pessoal, exposto de forma tão direta, dá indícios de um trabalho particular, com significados mais intrínsecos ao próprio cineasta do que a qualquer um do público.

A trama contempla dois homens, com histórias distintas. Um jornalista horrorizado com o tratamento da polícia a um réu durante a reconstituição de um crime. O outro, um pai de família, dono de um hotel, cuja vida familiar lhe soa desoladora, vazia. Nilthamrong demonstra obsessão especial por planos nebulosos, o reflexo da luz sob o vidro do carro, objetos que atrapalhem a visão completa do espectador, ou a distância do plano geral que não nos permite entrar nos permonores das cenas. De resto, o filme constitui um conjunto de imagens evasivas, marcando o vazio existencial e o desgosto pela vida de ambos os personagens. Há subjetividade e exorcismos demasiado pessoais. Nilthamrong não se coloca capaz de dialogar com seu público, primeira ele precisava trabalhar suas questões para então criar de sua linguagem narrativa que flerta co a ousadia, um caminho rumo a um cinema autoral.

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