A Garota de Fogo

magical-girlMagical Girl (2014 – ESP) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

O título faz referência a um sub-gênero dos mangás, especificamente personagens femininas com poderes mágicos. E o segundo filme de Carlos Vermut, eleito melhor filme na edição de 2014 do Festival de San Sebastian, se coloca como uma espécie de thriller com pitadas dos quadrinhos japoneses. Cada personagem ou movimento hermeticamente planejados pelo filme, os tons pastéis, a utilização lateral dos planos (mesmo em ambientes fechado). Tudo muito cuidadoso, principalmente os detalhes da trama.

São dois núcleos unificados, em um deles um pai desespregado (Luis Bermejo) fraquejando para agradar a filha (Lucía Pollán). A garota, que sofre de leucemia em estado terminal, é fissurado pelos personagens japoneses e deseja um vestido (caríssimo) de aniversário. De outro lado há a misteriosa Bárbara (Bárbara Lennie), casamento em crise e passado misterioso.

Os personagens se encontram pelo acaso, e do encontro surge a possibilidade de chantagem, e formas de se proteger delas. Nesse ponto o roteiro passa aser ainda mais esquematizado, enquanto o presente dramático de Luis é intensificado, o passado de Bárbara volta a assombrá-la (com temas subentendidos, nunca explícitos), Carlos Vermut enxerga o momento de inserir outro personagem misterioso na trama, o já senhor Damián (José Sacristián) e sua fortíssima relação com Bárbara, que só é desvendada nas cenas finais, ainda que nem tudo fique límpido e claro como poderia.

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