Armadilha

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Taklub (2015 – FIL) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Situando-se, irregularmente, entre o picareta e o comovente, o novo filme de Brillante Mendoza volta-se ao flagelo humano dos filipinos, moradores de barracos em regiões costeiras, sofrendo as consequecias da passagem do Tufão Iolanda. Se por um lado, Mendoza carrega nas tintas e na trilha sonora melodramática, por outro, sua lente capta fielmente agruras de um povo que enxuga as lágrimas por não ter outra opção, a não ser permanecer daquele local à espera de outro fenômeno natural. Filme já começa com agonizantes cenas de corpos carbonizados pelo incêndio causado por lampião de querosene, já não bastasse as dores das recentes mortes causadas pelo Iolanda.

A narrativa concentra-se em três diferentes famílias, todas reconstruindo os cacos de perdas recentes. Aliás, reconstruir casas e apaziguar a alma são tarefas diárias, que requerem força que nem sempre esses personagens encontram. E nunca há sossego, até o início de nova chuva e rajada de ventos, sempre sob o medo de novo Tsunami, em dado momento, o filme reconstrói uma noite em que todos abandonam seus barracos para se abrigar no estádio. O caos desesperador, e o apego a pequenas lembranças ou animais de estimação. É tudo tão dolorido e desesperador que os abusos melodramáticos que Mendoza recorre, em outras cenas, aqui se justificam, pela possibilidade de dispor ao público uma pequena parcela da sensação de completo desabrigo daqueles lutadores.

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