Paulina

paulinaLa Patota (2015 – ARG/BRA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Ainda que já com alguns trabalhos no currículo, o diretor Santiago Mitre era mais conhecido por roteiros de três filmes de Pablo Trapero. Provalvemente, após sua premiação na Semana da Crítica em Cannes, seu nome possa levantar voo-solo maiores. E é facilmente perceptível a semelhança deste filme com os trabalhos de roteirista de Mitre. Via uma protagonista (Dolores Fonzi) de decisões sempre questionáveis, e louca por discutir com o pai, juiz (Oscar Martínez), o roteiro parte em busca de uma luta entre Paulina e o próprio público.

Na primeira sequencia, pai e filha discutem, ela pretende largar tudo por um projeto social, em região pobre e rural. As tantas discussões a seguir provam que Paulina tem essa necessidade de se autoafirmar frente ao pai, tomando decisões até pouco racionais, mas que sejam próprias (desde que contrárias às dele). Essa disputa familiar é o ponto mais interessante do filme. Para chegar às discussões, Mitre vai da violência sexual à tortura policial. Antes disso, tenta criar clima e justificar a ação do grupo (a tal patota) que caua os atos violentos do filme. Esse sadismo em manter a relação pai-filha tão questionadora, capaz de manter a personagem distanciando da justiça, por uma justiça própria quem nem ela crê, reduzem o resultado a um mero brinquedo provocador.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s