Pasolini

pasoliniPasolini (2014 – ITA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

E quanto o ousado cineasta Abel Ferrara resolve filmar, o último dia, da vida de outro diretor de cinema ultra-ousado, surge um retrato sóbrio, calcado na seriedade de um transgressor. Tanta ousadia dos dois lados e um filme tão sereno, é de se estranhar. Porém, não deixa de ser outra surpresa,

Ferrara escalou Willem Dafoe para reviver as últimas 24 horas na vida de Pasolini, e juntos conduzem esses últimos momentos como quem tenta resumir a vida do italiano escritor, comunista praticamente, e de filmes tão singulares. O rosto fechado, os movimentos lentos, a fotografia em fortes tons cinzas e negros. Da relação carinhosa em família, aos instintos sexuais que levaram a sua morte “misteriosa” (recentemente as investigações de sua morte foram reabertas e fechadas novamente).

Mesmo com espaço tão curto, Ferrara consegue o que grande parte das cinebiografias nem chegam parte, dar dimensão da pessoa retratada. Seja em sua visão da pobreza cultural do momento, seja nas supostas sequencias de seu novo filme (Porno-Teo-Kolossal), o Pasolini de Ferrara nos dá essa sensação de absorver o homem, além de seus escritos ou filmes.

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