As Mil e E Uma Noites: Volume 3, O Encantado

as1001noitesvol3As Mil e E Uma Noites: Volume 3, O Encantado (2015 – POR) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Por fim o encerramento do longo filme que se tornou uma trilogia. A promessa de crítica ao governo português (ainda no poder), se distancia um pouco quando Zerazade (Crista Alfaiate) assume, finalmente, o protagonismo de uma das histórias. Miguel Gomes brinca, à sua maneira, de maneira mais próxima com temática relacionadas ao livro. E, vez ou outra, traz um quê de cultura portuguesa (sobra até para o Brasil, em canções, no samba e etc) ao que se passa. E o faz de maneira tão tímida que as duas histórias a seguir parece deslocados dessa inicial.

A seguir vem um longo documentário sobre criadores de tentilhões. O terceiro capítulo traz imagens de protestos policiais enquanto a narração em off, de uma imigrante chinesa, refaz o tom questionador. São tão distintas formas de cinema, que o todo de O Encantado se coloca como o mais irregular de toda a trilogia. Se há alguma riqueza em suscitar os criadores de pássaros, resgatando o português comum, talvez um retrato do povo que ainda habita aldeias. Bate de frente com a sensualidade inebriante de Xerazade, no humor direto, e quase chulo, na caricatura simplista. O resultado final da trilogia é que não chega a entregar o que promete, ainda que haja muitos pontos positivos (principalmente no primeiro volume) nesses pequenos retratos do povo português contemporâneo.

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