A Doce Vida

adocevidaLa Dolce Vita (1960 – ITA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Por mais que nosso mestre de cerimônias, na futilidade da burguesia romana do final dos anos 50 e início dos 60, seja um colunista social (e aquele bando de papparazzis), o jornalismo serve apenas como mecanismo para Federico Fellini expor o movo de vida fugaz e extravagante. Por entre festas ou cabarets, até mesmo coletivas de imprensa com atrizes (Anita Ekberg) que pouco além da beleza tem a oferecer, o ater-ego do diretor, Marcello (Marcello Mastroianni) mergulha em relações que parecem sem propósito além do momento vazio, porém luxuoso.

Por quase três horas, que representam um final de semana, Marcello nos conduz por esse conjunto de obscenidades e sorrisos regados à champagne. O oco por detrás de bonitos vestidos e smokings, que podem escondedr fragilidades ou completas nulidades vaidosas. As mulheres correm atrás de nosso galã, esfomeadas de amor ou prazer, enquanto ele vaga pelo caótico de um nonsense verossímil, que Fellini teima em nos mergulhar (como na festa com a câmera girando num 360º em seu próprio eixo, inserindo cada personagem antes da catarse alcoolica de um strip-tease pouco explosivo). A vida é doce como na antológica cena da Fontana di Trevi, e Fellini filma como se não houvesse amanha.

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