Uma Mulher Casada

umamulhercasadaUne Femme Mariée (1964 – FRA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Em outra de suas pérolas da década de 60, Jean-Luc Godard explora a proliferação do consumismo. Tendo como ponto de partida a vida uma mulher casada, Charlotte (Macha Méril). Da nova tv, ao consumo do prazer via infidelidade conjugal, Godard busca no trival formas de extrapolar essa ânsia capitalista que ganhou maiores proporções à época.

Mãos dadas em meio aos lençóis, diálogos rotineiros (tanto com o marido, quanto com o amante, ou o filho), por meio da narrativa fragmentanda, e a montagem que escapa de convenções de tempo (nenhuma cena depende da outra numa linha do tempo) o roteiro insere diálogos como o que o amante insinua que ela deveria deixar de raspar debaixo dos braços (como nos filmes italianos), e ela defende que prefere o cinema de Hollywood (pela beleza), e o amante rebate que são menos excitantes. É o poder da imagem, do marketing, como força do convencimento das massas.

Visto hoje pode conotar machismo, mas recolocado à época, expõe exatamente a posição da mulher na sociedade, a futilidade da dona de casa comum, e o quanto de vislumbre com o poder do consumo a sociedade se enraizava. Godard provoca tudo isso com pequenos fragmentos que representam momentos de relacionamentos pessoais, que provocam visualmente e questionam no sentido sociológico.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s