Táxi Teerã

taxiTaxi (2015 – IRA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Um taxi pelas ruas de Teerã, no meio de uma corrida, outros passageiros também sobem no taxi, praticamente um ônibus num utilitário. No volante Jafar Panahi, não atores num falso documentário ajudar a criar a voz das ruas para o cineasta. E, dessa forma, o cineasta iraniano discute questões universais ou particulares a seu povo, enquanto traz a tona, novamente, os absurdos das leis que definem o que é um filme exibível, e que o mantém oficialmente longe das câmeras.

Panahi dá a sensação de um homem cansado, que envelheceu prematuramente por conta das proibições e imposições que sofre. É um coadjuvante dentro de seu filme, tenta interagir o mínimo possível com os personagens, mas não consegue. A ideia funciona bem com os primeiros passageiros, a discussão de pena de morte para ladrões causa discussão interessante com dois passageiros.

Depois entram em cena a sobrinha, um vendedor de dvd’s piratas, duas senhoras carregando um aquário com peixes dourados. São maneiras de Panahi de manter a mente sã, já é seu terceiro filme na proibição de filmar, os outros foram Isto Não é Um Filme e Cortinas Fechadas. Não deixa de ser um libelo de coragem e criatividade, ainda que nem tudo funcione na prática, Panahi não se cala frente sua luta pela liberdade.

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