Locke

lockeLocke (RU – 2013) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Filmes em tempo-real estão sempre medindo sua própria capacidade de se sustentar. Dentro de um carro, viajando de algum lugar da Inglaterra rumo a Londres, e resolvendo os momentos mais delicados de sua vida. Esse é o período-chave de vida de Ivan Locke (Tom Hardy). A acao nunca ira além daquele automóvel, os demais personagens não passam de vozes que declamam suas angustias, flagram agravantes e apresentam suas fraquezas, enquanto Locke trafega pela rodovia iluminada.

É louvável a capacidade de Tom Hardy e do filme em si em manter diálogos por quase 90 minutos, e colocar o publico dentro dos três problemas vividos pelo personagem naquele instante, mesmo num ambiente tao estático (o carro em movimento, o personagem não). O diretor Steven Knight busca no roteiro maneiras de alternar os dramas (crise familiar e profissional), mas a questão é mesmo a sustentabilidade da historia, e os subterfúgios utilizados pelo roteiro são o que oferecem fragilidade. Funcionaria melhor como um media-metragem, e própria proposta já barra sua possibilidade de alcançar voos mais altos.

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