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Cialo / Body (POL – 2015) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Está claro que o filme trata de diversos tipos de reações à perda. Da anorexia da adolescete que perdeu a mãe e se revolta com o pai, a própria reação pouco emotiva com sua viuvez. A eles se adiciona a terapeuta com o dom de se comunicar com os mortos, e que também tem seus traumas recentes. Partindo desse peso da perda, a diretora polonesa Malgorzata Szumowska brinca timidamente com essa relação espiritual com os mortos.

A brincadeira inócua esbarra nesse tom irônico, como o legista encontrar restos humanos e na cena seguinte tomar uma sopa com pedaços de carne. É por esse pretenso humor que Szumowska tenta trafegar os dilemas pessoais dessa trinca de personagens. Há sempre a forte presença corporal, nas sessões de terapia em grupo, ou no trabalho do legista, mas essa colcha de retalhos nunca se encontra como uma unidade única. De quem havia cometido o filme anterior Elles, podemos até considerar um avanço, que não vai além do simpático.

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