O Quarto de Jack

oquartodejackRoom (2015 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

O mais curioso é como o cineasta indie, Lenny Abrahamson (seu último trabalho foi o estranho e interessante Frank), conseguiu emplacar seu filme com tamanho destaque. Afinal, são 4 indicações ao Oscar, sendo que a vitória de melhor atriz (Brie Larson) é certa. O filme tem essa mistura de thriller, com toques de ternura, na relação mãe e filho, e a dosagem dessa tensão e doçura parecem ter agrado em cheio.

Mãe (Brie Larson) e filho (Jacob Tremblay) por anos trancados num cubículo, cativeiro onde são mantidos sequestrados, se bem que foi ali que o garoto nasceu, nunca saiu. Por isso, seu mundo é aquele, a tv se coloca como mera fantasia, no seu mundo só existe aquele pequeno quarto, sua mãe, e o homem que traz as coisas e dorme com sua mãe à noite. Já vimos escândalos recentes, desse tipo de sequestro, famílias vivendo escondidas do mundo por décadas. E é fácil sensibilizar-se pelo drama daquela mãe.

P que Abrahamson faz bem é explorar aquele quarto, enquanto pontua a rotina de mãe e filho. Do ambiente claustrofóbico aos momentos de ginástica, da alfabetização à agressibvidade do intruso agressivo que faz o garoto se trancar no armário. Na segunda metade, a trama parte ao melodrama, o peso do sequestro na cabeça dos envolvidos. E, se torna um filme comum, um drama que perde a potência e se esguera pela boa atuação de Brie Larson (que já se destacara em Short Term 12). O resultado final é irregular, e até imcompreensível de tanto destaque.

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