A Paixão de JL

apaixaodejlA Paixão de JL (2015) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

São fitas cassetes gravadas a partir de 1990, em tom de diário, pelo artista José Leonílson. A imagem traz suas obras ou cenas de filmes, ou até imagens da tv. Funcionam como fluxo da memória, refletidos diretamente sobre as palavras reproduzidas desse diário auditivo. Basicamente um jovem carente de afetividade, narrando suas paixões, suas amizades, a relação com a família, as sensações frente a filmes ou situações políticas (principalmente a era Collor, e o ataque a Bagdá quando Iraque invadiu Kwuait).

O tom ingênuo do documentário muda quando JL descobre ser soropositivo. Momentos mais aflitivos, mas nunca de um melodrama exagerada. Ele divide seus exames sanguíneos, suas dores, os dias de esperança e os de total desesperança da vida. O documentarista Carlos Nader encontra o tom para criar mais que o diário de um gay com AIDS nos anos 90, mas a personalidade do próprio José Leonílson, deixando assim o filme mais particular, criando cumplicidade entre personagem e público, que chora na novela, pelos cidadãos de Bagdá, ou pela insegurança de finalmente contar aos pais sobre sua condição.

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