Montanha

montanhaMontanha (2015 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A estreia em longas-metragem do jovem João Salaviza era bem aguardada, afinal, são poucos os que tem em casa premiações de curtas como a Palma e o Urso de Ouro (curtas estes comentando em outro post). E seu primeiro filme é a tradução do ambiente de seus curtas premiados, a figura da juventude, a inserção dessa figura num ambiente suburbano metropolitano. Quase como um corpo estranho naquela paisagem, que vive, mas nunca se adapta totalmente.

Assim vivem seus personagens, na crise entre adolescência e a necessidade de amadurecer, sempre sob a ótica de situações financeiras pouco abastadas, à beira do marginal. David (David Mourato) só tem catorze anos, e uma família que não segue a rigidez tradicional. A vida cobra mais dele quando o avô é internado, e ele precisa ser “o homem da casa”. Não só ele, todos os amigos à sua volta vivem nesse tipo de constituição familiar falida, instável.

Salaviza explora os temas óbvios: amor e sexo, liberdade, álcool e cigarro. Sempre com planos lentos, tempos mortos, imagens poéticas em que o corpo adolescente se destaca dentro de uma paisagem em cada quadro, quase sempre carregadas de tons escuros. Oferece o peso do mundo sob o garoto, cuja ausência contínua da mãe cobra essa necessidade de independência, da falta de limites (sejam eles bons ou ruins). Este primeiro longa de Salaviza tem peso demais, mas é muito coerente dentro do filmografia que começa a se estabelecer.

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