Beijos de Emergência

beijosdeemergenciaLes Baisers de Secours (1989 – FRA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Tantos não-cinéfilos taxam o cinema francês de chato, pedante e outros adjetivos. Assistindo a este filme de Philippe Garrel, consigo compreender essa interpretação, ainda que tão equivocada. É o típico filme onde esse tipo de classificação pode cair como uma luva, e o filme que me faz confirmar que tal comportamento é um equivoco.

Que belo filme, Garrel! Um cineasta independente (o próprio diretor) se prepara para um novo filme, meio autobiográfico, e escolhe uma atriz (Anémone) para interpretar sua esposa (Brigitte Sy), que se revolta por ser uma atriz em início de carreira, e queria ela participar do filme. E o filme não vai muito além deles, do filho pequeno (Louis Garrel), do pai do direto (Maurice Garrel), e das lamúrias e discussões do casal.

Em preto e branco, câmera sempre próxima dos personagens, faz lembrar uma daquelas canções de jazz, cheias de improviso e imersão pessoal do público. A separação, os sentimentos, as possíveis reconcialiações, a fúria feminina, é tudo tão belo, tão genuíno. Garrel equilibra esse jazz visual recheada de referências culturais, pessoais, que quase transforma seu coração num livro aberto, de curvas suntuosas, e imperfeições cinematográficas que o deixam ainda mais saboroso.

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