Vidas Secas


vidassecasVidas Secas
(1963) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Nelson Pereira dos Santos adaptando o clássico livro de Graciliano Ramos. A história de Fabiano (Átila Iório) e sua família se passa na década de 40, ainda poderia ser hoje. A saga dessa família de retirantes pelo nordeste, esfregando na cara do público a miséria, a fome, a exploração humana. O livro é perturbador, do desespero da família à cachorra Baleia, são páginas e mais páginas dilacerantes. O filme de Nelson Pereira dos Santos não fica muito atrás, recriando a aridez do terreno, da vida, e do trato dessa família com o patrão, a polícia ou agentes do governo. Tudo é exploração, tudo recai sobre a miséria dos miseráveis.

Talvez seja o filme que mais aproxima o Neo-Realismo italiano do Cinema Novo (a qual o diretor seria figura destacada), sempre num misto de candura e ingenuidade, versus a aspereza da vida. A seca, e a vontade de, ao menos, dormir numa cama “de gente”. Sempre filmado nessa sensação de urgência (principalmente na montagem) tornando ainda mais aflitiva cada uma das cenas dramáticas, Vidas Secas toca fundo na consciência de qualquer um, enquanto aquela gente segue caminhando rumo a um futuro que não deverá ser nada diferente.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s