Eu, Daniel Blake

idanielblakeI, Daniel Blake (2016 – Reino Unido) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Ken Loach é algo tipo o Woody Allen do cinema britânico trabalhista de esquerda. Firme e forte faz seus filmes parecidos, alguns melhor desenvolvidos e interessantes que outros, mas todos num mesmo formato, ritmo narrativo, e senso de urgência afastam paete do público pela ausência de novidade cinematográfica.

Mas, Ken Loach tem o que dizer, e seus filmes seguem na crista da onda dos festivais (sempre em Cannes, este então ganhou a Palma de Ouro). Mira sua artilharia às regras estapafúrdias do serviço social britânico, na trama, Daniel Blake (Dave Johns) sofre um problema do coração e a cardiologista não o libera para trabalhar. Porém, segundo as regras do serviço social ele não atende as exigências para receber auxílio e deve procurar emprego para ganhar o seguro-desemprego. Eis a questão: ter que procurar emprego e não poder aceitá-lo.

Com humor britânico típico, Loach desenvolve esse pequeno absurdo enquanto outros personagens transitam pela órbita de Daniel Blake, sobretudo a mãe (Hayley Squires) de dois filhos, desempregada, que acaba criando laços afetivos (do tipo tio e sobrinha) com o carpinteiro. Aliás, a maior carga dramática vem dela, principalmente numa cena dura num banco de alimentos. Enfim, Loach ganha reconhecimento mais pela mensagem legítima de protesto que acampa do que por alguma proposta de cinema que estabeleça novos rumos.

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