Curumim

curumimCurumim (2016) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Com uma câmera clandestina no presídio, Marco Archer apresenta um pouco da angústia e de sua rotina no presidio de segurança máxima, na Indonésia, durante seu período de espera no corredor da morte. O documentarista Marcos Prado foi amigo de Curumim (seu apelido) muito antes da prisão, e tenta fazer um retrato da situação e do amigo.

Um “menino do Rio”, é assim que um dos amigos tenta explicar a profissão e quem era o Curumim. Sem culpa, o documentário mostra que ele vinha de família carioca abastada, e nunca se preocupou com nada além de viver da diversão, festas, drogas e esportes radicais. Sua figura do malandro carioca internacional desgastado pela morte se aproximando combina com as imagens pobres captadas por companheiros de cela, porém essa figura que os discursos tentam vender como divertida, mas aparece no documentário nenhuma vez. A culpa vem no discurso, mas a clemência é quase colocada como obrigação, num tom de quem passa longe de pesar pela culpa. E é nesse retrato quase paternalista de Marcos Prado, que o documentário naufraga em humanizar e sensibilizar. A figura de Curumim vista  no documentário talvez seja honesta, porém depõe mais contra ele do que a favor.

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