Na Vertical

naverticalRester Vertical / Staying Vertical (2016 – FRA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

O cinema de Alain Guiraudie, novamente, buscando no bucólico sua forma de expressão. No anterior, era ao redor de um lago que personagens interagiam, que o mistério se intensificava. Já, dessa vez, o filme traz um personagem de fora para dentro do universo rural, que vem interagir e movimentar a vida pacata dos moradores, e através dele (O escritor – Damien Bonnard – com bloqueio criativo) Guiraudie redesenha conceitos elementares de sociedade e vida familiar.

Pai e filha pastores de ovelha, um senhor e o jovem que mora com ele numa estranha relação de necessidade e desagrado, fora as viagens fantásticas do escritor para uma misteriosa arvore na floresta. Guiraudie explora amor e desejo, hetero e homossexual, relações de paternidade fora dos padrões, jovialidade e velhice, sempre com sua pitada de mistério, não aquele mistério de que algo pode estar prestes a acontecer, e sim pela incerteza de compreender aqueles personagens. A diferença dessa vez é que na Vertical tem conceitos muito bem fundamentados que esse flerte com o fantástico não encaixam, fora a metáfora do título que Guiraudie tenta unificar tudo nessa única explicação que dá nome ao filme e aproxima-se mais do didático do que o lirismo de Um Estranho no Lago.

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