Neruda

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Neruda (2016 – CHL) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Rapidamente o cineasta chileno Pablo Larraín se tornou um dos sul-americanos mais queridinhos da crítica internacional. A consagração veio com o sucesso de No e O Clube, e que o levaram agora a Hollywood para a biografia de ninguém menos de Jackie Kennedy. Exceção a O Clube, todos os demais trabalhos de Larraín tem na ditadura militar chilena o foco, ou pano de fundo, porém há neles distinta estrutura narrativa, a ponto de não ser ainda possível captar as características cinematográficas principais de seu cinema, que não os temas grandiosos as quais trabalha.

E nada mais grandioso do que retratar o nome mais internacional de todo seu país, o poeta Pablo Neruda. Mas, para aqueles que esperavam uma cinebiografia, estão muito enganados, com toques de noir, e até de perseguição à la western, Larraín tratar de um período específico, o momento em que o Senador Neruda passa a ser acusado de suas convicções políticas e perseguido.

O filme parte de fatos históricos, mas cria um universo poético próprio, com personagens fictícios e diálogos construídos através da montagem de diferentes encontros entre os personagens, num misto de dinamismo e charme. A dificuldades de seu resultado final é fugir da pose de grandioso, de poesia narrada de forma didática, são tantas as construções de linguagem cinematográfica (planos-sequencias, close-up’s, delírios poéticos) que o todo surge como aquela árvore que crescem de forma desordenada, e a raiz invade a calçada.

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