Joaquim

Joaquim (2017) 

Uma crônica sobre o Brasil colonial. O cineasta Marcelo Gomes retorna a figura do mártir ao cinema, de um jeito bem distante do explorado nos livros de história. A figura de Tiradentes se tornou o símbolo da Inconfidência Mineira, alguém que ousou enfrentar a coroa portuguesa e clamar por liberdade. A versão de Gomes, baseada em poucos documentos oficiais e muito uma livre inspiração da figura, é menos romântica e mais focada no sujeito comum com todas imperfeições e defeitos de um descendentes de portugueses à época.

A busca do ouro e pedras preciosas, o convívio com a escravidão, o país precário, é desse Brasil que estamos falando. O título Joaquim não é a toa, porque a trama vai até o momento em que o alferes se rebela e dá sinais da pessoa que se tornaria Tiradentes. Há aquele gosto de agora-que-a-história-ia-pegar-fogo. O filme peca em se estabelecer entre a necessidade de contexto histórico e a opção por parecer altamente artístico e limpo, enquanto passa longas cenas no meio do mato, intensificando esse Brasil de lama e miséria, tenta explicar quilombos e colocar índios e negros num mesmo patamar. Todas essas opções diluem o que há de melhor, essa visão de um país colonizado, explorado, formado por interesseiros ou escurraçados a colônia.

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