Z – A Cidade Perdida

The Lost City of Z (2016 – EUA) 

O novo trabalho, de um dos queridinhos da cinefilia mundial, é o mais eloquente de seus filmes. Por mais que seja vendido como aventura para os públicos do multiplexes, é quase inclassificável pela conjunção de fatos históricos, grau de fascínio pelo novo, e diferente, mas também pelos arcas dramáticos que envolvem o protagonistas (Charlie Hunnan).

O explorador britânico sai numa expedição em busca de informações, novas descobertas, pela inexplorada região Amazônica (inexplorado pela Europa, já que os índios sempre estiveram por lá). Seu interesse real é outro, conquistar o prestígio e renome que até então não conseguira em sua profissão. A viagem pela selva se torna uma obsessão, principalmente em encontrar, e provar a existência, de uma cidade perdida, com sinais de uma civilização com avanços tecnológicos.

O filme de James Gray guarda semelhanças com sua filmografia, principalmente na manutenção do núcleo familiar ativo. Idas e vindas da América do Sul, e a cada retorno, um novo degrau dramático dentro do quadro familiar, seja com a esposa (Sienna Miller), ou com os filhos. A família segue importante no cinema de Gray, por outro lado, sua atenção aos detalhes é substituída pela grandiosidade das paisagens, das possibilidades que a floresta lhe permite. E seu filme se torna mais frio do que costumeiramente, talvez pela interpretação pouco inspirada de Hunnan, talvez pelas inúmeras possibilidades com que o estilo elegante de Fray podia retratar aquele espaço idíliaco.

O resultado final é de um filme saboroso de se admirar visualmente, porém incapaz de fazer o público penetrar em suas subtramas, em seus contextos mais íntimos. Sabemos que filmes na selva são difíceis, mas a opção de ter a ânsia do reconhecimento pelo homem comum, diminui a experiência que poderia ser hipinótica do explorador, e seu desconsolo com o mundo que vive.

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Um comentário sobre “Z – A Cidade Perdida

  1. E não há muito espaço para uma conclusão sobre êxitos e falhas nas jornadas de Fawcett e cia. pela Amazônia em busca da cidade perdida.Falar do Charlie Hunnam significa falar de uma grande atuação garantida, ele se compromete com os seus personagens e sempre deixa uma grande sensação ao espectador. Eu amo os charlie hunnam filmesO mesmo aconteceu com esta produção, Rei Arthur a Lenda da Espada que estreará em TV para mim é um dos grandes filmes de Hollywood.

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