Colossal

Colossal (2016 – EUA) 

A premissa soa inusitada. E não só ela, porque o filme dirigido pelo espanhol Nacho Vigalondo mistura a narrativa indie (aquela típica de Sundance) de dramas pessoais e personagens losers, com monstros gigantes (sim, algo como o Godzilla). E me pergunto, porquê não? Até ai tudo bem, o que mais buscamos é o novo, o inusitado. Pois bem, o resultado… bem, o resultado são outros quinhentos.

Vigalondo nunca abre mão dos preceitos desse cinema indie americano mesmo, nossa protagonista (Anne Hathaway) surge desempregada, à beira do alcoolismo e ganha um pé-na-bunda do namorado (Dan Stevens) nada mais indie americano, não é? Ao voltar a sua cidade natal, e reencontrar antigos amigos, estranhos monstros aparecem em Seul. Só que o filme dá uma guinada ainda mais forte no lado dramático de seus personagens, algo entre o vilão e o politicamente incorreto. Fragilidades como ciúmes e aceitação se tornam armas nas mãos de vilões, e o que parecia ser um filme divertido, nunca se sustenta como sua proposta se colocava. E a decepção pode vir como um tombo de uma altura ainda maior do que as expectativas prometidas.

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