Columbus

Columbus (2017 – EUA) 

A pequena cidade de Columbus, no estado de Indiana, EUA, é um desses exemplares de beleza rara. Menos de 50 mil habitantes, e uma enormidade de edificações de beleza arquitetônica admirável formando um conjunto quase hipnótico aos olhares mais atentos. Em sua estreia, o diretor Kogonada explora essa característica marcante, quase conduzindo sua narrativa como os traços de um desenho de arquiteto. É tudo pensado milimetricamente, os planos que aproveitem a beleza local, ou que sabem usar o fora de foco – como numa das sequencias iniciais que o mau súbito derruba o arquiteto estrangeiro palestrante, e que causa a vinda do seu filho (John Cho).

Sua chegada e um simples cigarro o aproximam da bibliotecária e apaixonada por arquitetura, Casey (Haley Lu Richardson). A relação dos dois é imediata, porém complexa, e essa construção é o que Kogonada tem de melhor em seu filme porque é passível de inúmeras interpretações: atração física, paixão, dois estranhos encontrando consolo, são tantas as possibilidades. Enquanto o pai permanece hospitalizado, os dois se encontram pela cidade, em longas conversas sobre arquitetura, relações familiares, futuro, sonhos x realidade. E o público tendo suas percepções de como cada um deles reflete a experiência dessa convivência.

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