Rodin

Rodin (2017 – FRA) 

Ainda querendo entender porque o filme tem sido tão criticado, desde sua exibicação na competição em Cannes. Talvez eu tenha uma relação com Rodin diferenciada, por ter lido sua biografia (Eu Vim Nu) quando ainda era adolescente, mas não consigo mesmo encontrar tantos problemas assim no filme de Jacques Doillon.

É uma cinebiografia dentro do ateliê, são poucas as vezes em que a câmera sai desse ambiente, sua vida transpassa por entre suas obras. Por meio de elipses, o filme conta as obsessões do artista, seus amores e extravagâncias sexuais, o estilo obsessivo de seu trabalho, as decepções do reconhecimento. Doillon é cuidadoso em tentar clocar Rodin na tela, e não endeusar ou poetizar demais suas esculturas.

É fato que o ritmo acadêmico, e que os enquadramentos distanciados, pouco oferecem de inovador, ainda mais quando pensamos que é o retrato de alguém que tanto inovou em sua arte. A interpretação de Vincent Lindon e a fotografia cuidadosa, com pouquíssima luz, não atenderem as expectativas dos que esperavam um retrato mais visceral e profundo do artista.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s