Félicité

Félicité (2017 – FRA) 

O novo filme do senegalês Alain Gomis levou o prêmio do júri no último festival de Berlim. É mais um drama social africano, financiado pela francês, com o tom de critica social e fortes elementos autoriais na estética. Muitos planos fechados no rosto dos atores, principalmente Véronique Beya Mbutu, privilegiam a presença marcante de seus rostos e o clima de desesperança geral.

Estamos no Congo, ela é a cantora (as melhores cenas são dela cantando num bar, ou aquele lugar seria uma casa de show, com o público interagindo, o colorido das roupas abagado pela iluminação escura), que é surpreendida pela noticia do acidente de moto do filho. A necessidade de pagar uma cirurgia, sem que tenha os recursos. Nesse ponto lembra o filme dos Dardenne com Marion Cotillard pedindo seu emprego de volta, de casa em casa, aqui ela sai em busca de doações.

No segundo ato, com as questões médicas já resolvidsa, Gomis parte para algo mais abstrato, seja na aproximação sentimental, seja na desesperança de seus personagens. Nesse ponto, a geladeira quebrada se torna metáfora para os próprios personagens, que tentam formas de sobrevivência, e o que era cru e doloroso se torna essa quase poesia abstrata meio cansada, meio sem rumo.

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