A Salamandra

La Salamandre (1971 – SUI) 

Que bela porta de entrada para o cinema de Alain Tanner que é esse filme. Tipico representante da nouvelle vague francesa, o cineasta suiço apresenta a leveza, a invenção, os personagens que dialogam e problematizam por tudo, e tantas outras características do movimento que eternizou o cinema francês. São dois amigos escritores que descobrem a história de uma mulher que tenta provar inocência, acusada de dar um tiro em seu tio. Um amigo quer um approach documental, o outro planeja algo ficcional.

É uma espécie de Jules & Jim com um quê de Antoine Doinel, porque os dois se aproximam da “Salamandra”, e a convivência se mistura com relatos do ocorrido, casos de amor, e não só os planos dos textos, como a vida de cada um deles muda completamente. Tanner mantém essa faísca do leve irresponsável, de personagens que pouco se preocupam com o amanha. De caminhos da trama pouco prováveis ou que poderiam parecer quase irrelevantes. A Nouvelle Vague é isso, filmes que se permitem caminhar livremente, tal qual os anseios de seus personagens, e Tanner é mais uma obra que se abre para um cinema vivo e revigorante.

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